Encerrou-se em dezembro último, a melhor colheita do alho em Curitibanos dos últimos dez anos. Na produção agrícola de Curitibanos o alho é o principal produto, com um movimento econômico em toda a cadeia produtiva de sessenta e cinco milhões de reais.
Inverno frio e seco, além de toda tecnologia usada pelos produtores, gerada e difundida em grande parte pela Epagri, fez com que o alho ficasse de pele (túnica) branca e dente roxo de bom tamanho, de acordo com as exigências do mercado.
Nem mesmo o clima instável nos últimos quinze dias atrapalhou a qualidade média da safra, já que os produtores colhem e guardam o alho em barracões bem ventilados.
Assim como no resto do país, o setor sentiu esse ano a escassez de mão de obra. Muitos produtores do Brasil importaram máquinas de colher e vão cada vez mais “mecanizar” as operações que são realizadas manualmente.
As máquinas de colher, no sul, substituem em torno de trinta pessoas por hectare nas etapas de arrancar e amarrar o alho.
O alho que está sendo colhido nesse momento, somente será ofertado ao mercado a partir de fevereiro. Os precoces já estão sendo comercializados neste mês de janeiro, período onde há muita oferta de alho no Brasil remanescente do Centro Oeste, chinês velho, argentino “semente chinesa” e o alho roxo novo do sul.
“A variedade mais cultivada hoje em Curitibanos e região pertence ao grupo do alho São Valentin, que ao longo de três décadas tem se mostrado estável”, informa o engenheiro agrônomo da Epagri de Curitibanos, Marco Antonio Lucini revelando que é um alho tardio muito exigente em frio e fotoperíodo.
Santa Catarina e o Rio Grande do Sul ofertarão, na safra de 2010/11, dois milhões e meio de caixas de dez quilos, de forma escalonada, a partir deste mês. Os meses de maior oferta serão os de janeiro a março e a expectativa de preço inicial é que seja melhor que na safra de 2010.
“Safra ótima, preços bons com certeza estimularão aumentos de área de cultivo de alho também no sul do país”, acredita Lucini lembrando que o nosso principal fornecedor – a China – aumentou as áreas na safra 2010/11, assim como a Argentina. “Em anos bons temos que criar o hábito da “poupança”, pois com certeza anos ruins voltarão quer por excesso de oferta quer por clima”, alerta.
Fonte: Epagri