O pinhão manso movimenta cada vez mais a área agrícola das regiões Noroeste e Norte.
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Com o objetivo de discutir a cultura do pinhão manso no Estado, que o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) realiza nesta terça-feira (01), a partir das 8h30, em Colatina, o Simpósio sobre a Cultura do Pinhão-manso, que acontece durante todo o dia com palestras e sobre a importância socioeconômica da cultura no Espírito Santo, entre outros temas.
O evento vai reunir um grupo interno de profissionais, cerca de 60 técnicos do Incaper, que atuam na área do pinhão manso nas regiões Noroeste e Norte, em cerca de 30 municípios. O simpósio vai apresentar temas como a importância do pinhão manso no contexto agrícola do noroeste capixaba, aspectos técnicos da cultura do produto, e o programa de plantio da Nòvabra para a cultura.
O simpósio acontece no auditório do Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear) e terá a presença do secretário de Estado da agricultura, Enio Bergoli, do diretor presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, do prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski e do diretor da Nòvabra.
Pinhão manso
O pinhão manso (jatropha curcas) pertence à família das Euforbiáceas, a mesma da mamona e da mandioca. É um arbusto grande, de crescimento rápido, que atinge até três metros de altura, mas pode alcançar até cinco metros em condições especiais. A semente de pinhão, que pesa de 0,551 a 0,797 gramas, pode ter, dependendo da variedade e dos tratos culturais de 33,7 a 45% de casca e de 55 a 66% de amêndoa. Nessas sementes, são encontradas, ainda, 7,2% de água; 37,5% de óleo e 55,3% de açúcar, amido, albuminóides e materiais minerais, sendo 4,8% de cinzas e 4,2% de nitrogênio.
A cultura movimenta, cada vez mais, a área agrícola das regiões Noroeste e Norte capixabas. Ao todo, são mais de 450 produtores comprometidos com o plantio, o que representa uma área de 960 hectares, e o interesse no cultivo se deve à possibilidade de diversificação da produção agrícola, por conta do crescimento rápido, baixo custo e alta produtividade, sendo resistente à seca.
De acordo com pesquisadores, o pinhão manso é uma planta produtora de óleo com todas as qualidades necessárias para ser transformado em óleo diesel. Além de perene e de fácil cultivo, apresenta boa conservação da semente colhida, podendo se tornar grande produtora de matéria prima como fonte opcional de combustível.
Serviço:
Simpósio sobre a cultura do pinhão manso
Data: 01/02/2011
Horário:a partir das 8:30 horas.
Local: Auditório do Sanear, Colatina.
Fonte: Assessoria de Comunicação/Incaper - Otavio de Castro